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Instalando software a partir do fonte

Piter Punk

1. Introdução

Ok, você olhando no freshmeat achou um software maravilhoso, mas ele não existe para a sua distribuicão ou, se existe, existe apenas em uma versão mais antiga... o que fazer?

Neste caso, você precisa instalar o software a partir do código-fonte. Na maior parte das vezes isso é bem simples, mas quando não se sabe como fazer, até o que é simples fica complicado. Este artigo tem como objetivo dar uma direção para quem pretende instalar programas a partir dos fontes e não sabe como...

2. Descompactando o arquivo...

Ao fazer o download do software, normalmente vem um arquivo do tipo .tar.gz ou .tar.bz2. Os dois arquivos podem ser descompactados com o comando tar, da seguinte maneira:

  • para tar.gz: tar -xvzf nome_do_arquivo
  • para tar.bz2: tar -xvjf nome_do_arquivo

Pode ser que você encontre também algum arquivo .tar.Z, que é um formato praticamente esquecido, para descompacta-lo utilize: tar -xvZf nome_do_arquivo

Se, por curiosidade, você quiser saber o que são esses sufixos, o .tar quer dizer que neste arquivo estão vários outros arquivos, grudados uns aos outros através de um comando chamado tar. O .gz, .bz2 e .Z são indicações de que o arquivo tar foi compactado com algum programa especial (respectivamente, o gzip, o bzip2 e o compress).

3. Para os apressados

Normalmente, para instalar um software basta fazer, os comandos nessa seqüência:

	cd diretório_que_o_tar_criou
	./configure
	make
	make install

Com isso serão feitas uma série de configurações, o programa será compilado e por fim instalado. Mas, nem sempre as coisas acontecem desta maneira. O melhor é sempre dar uma boa olhada no método não-apressado.

4. Para os não-apressados

4.1. README/INSTALL

A primeira coisa a se lembrar é de ler o README ou o INSTALL do programa. Isso é muito importante, já que alguns programas usam métodos diferentes para se instalar... por exemplo, ao invés do ./configure, utilizam o xmkmf.

Normalmente, as pessoas que escreveram o programa deixam muito bem explicado o que é para fazer quando você for instalar, afinal, eles querem que você instale o programa que eles fizeram -;). 90% dos problemas de instalação/compilação ocorrem porque alguém não leu direito (ou nem leu) a documentação.

4.2. ./configure --help

Nem sempre o ./configure é básico... e as vezes ele seleciona elementos que você não quer, enquanto deixa de fora elementos que você quer ver instalados ou habilitados.

Para solucionar esse problema nada como dar uma olhada na documentação do próprio configure. Isso é possível acessando o help dele. Com isso você pode ver diversos parâmetros e utilizá-los caso algo dê errado.

Um exemplo de parâmetro que pode ser alterado é o local de instalação do software. Normalmente eles se instalam dentro do /usr/local, mas você pode querer colocá-lo em outro lugar (no /opt por exemplo), nesse caso, a sintaxe do ./configure ficaria assim:

	./configure --prefix=/opt

Outros parâmetros servem para indicar onde estão instaladas as bibliotecas do seu sistema, os includes, ou se é para ser compilado o suporte a determinado tipo de arquivo, etc... tudo isso você encontra acessando o help.

4.3. make e make install

O make não tem maiores segredos. Aliás, se você não sabia nada sobre como instalar algo a partir do código-fonte, caso o make apresente algum problema, são grandes as chances de não conseguir resolver.

Apenas o make install é uma boa ficar meio de olho. Ele precisa ser executado como root (pelo menos em 99.9% dos casos) e irá instalar o seu programa no lugar apropriado. Mas... e como desisntalar?

Alguns programas vem com um make uninstall. Mas para isso é necessário manter guardado o código-fonte, o que nem sempre é possível. Sem contar que continua o problema para os programas que vem sem o make uninstall.

A melhor coisa a fazer, é criar um pacote com o código fonte que você compilou, assim, pode instalar e desisntalar a vontade o seu pacote. Um ótimo programa para isso é o checkinstall, que cria pacotes Slackware, Debian ou RPM.

O modo de usar é bem simples, ao invés do make install, faça:

	checkinstall

E responder a dúzias de perguntas. Se não quiser responder as perguntas, e preferir algo rápido, faça:

	checkinstall -y -S

Ele irá responder YES para todas as perguntas e criar um pacote Slackwaire com o que você compilou. Ah! O checkinstall você encontra no /extra do Slackware, ou pode procurar no freshmeat/google (e usar o que aprendeu até aqui para instalá-lo).

5. Conclusão

Espero que este roteiro possa ser util para quem estava perdido com os tais tar.gz e com mensagens do tipo "compile o progama xxxxx" como resposta em listas de discussão. Qualquer dúvida, mande um e-mail para mim: [email protected].


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